O teu cheiro.


O teu cheiro nos meus lençóis ainda predominam no meu nariz, que por sua vez dá esse cheiro à minha cabeça que me faz pensar sempre em ti, e escrever, escrever, escrever...
O amor não é justo, quando mais queremos, menos temos dele.
Acordo todas as manhãs a pensar que estás mesmo ao meu lado, mas não... Tu simplesmente decidiste sair dos meus lençóis, do meu aperto, do meu conforto, da minha vida.
Todas as manhãs tenho a certeza que não voltas mais para o nosso refúgio, refúgio esse, que até eu decidi abandonar por não fazer qualquer sentido estar dentro dele, na tua ausência que me faz sofrer.
E sinceramente? Eu sei que não te posso culpar por teres escolhido outro caminho que não o meu, e tenho mesmo que te deixar ir por a tua - que pensas ser a melhor - bela escolha.
Nunca pensei enganar-me tanto a teu respeito, o teu amor não fazia de mim prioridade. O meu esforço nunca serviu de nada, por mais que sentisse que te estava a reaproximar de mim, tu escorregavas-me por entre os dedos.
Eu sei que de ti, nada me resta. A única coisa que posso fazer, é fechar este capítulo, o meu coração para não mais me magoares e desejar-te apenas sorte nesse caminho - que para mim, o menos correcto - que tu decidiste escolher.
Pode-se até dizer que foste a minha grande aposta e a minha maior desilusão.
E eu sei tão bem que o que sentia por ti, era amor... Com apenas 19 anos de idade, já pensava se tu irias ser ideal para pai dos nossos filhos. E será esse o meu grande defeito?! Penso sempre primeiro no nosso futuro, e não no presente.
Amor é partilhar a nossa vida, dar-nos a conhecer - o melhor que conseguirmos - um ao outro, entregar a nossa vida nas mãos um do outro.
Eu sei que vou ter saudades tuas, que muitas vezes, por não me caberem mais as saudades no coração que as lágrimas me vão escorrer pela cara, mas eu vou ser forte, erguer-me e nunca mais sofrer.
Na minha vida, infelizmente, ainda vou ter muitas desilusões de pessoas que vou mesmo pensar amar, pensar que também sou amada.
E já só te peço uma coisa, vem cá, tira-me este teu aroma, com o perfume da tua amante, - tenho mesmo que tentar desfazer-me de ti, raiva, a coisa melhor? - o teu pior caminho, posso mesmo afirmar: "o teu PECADO!". Leva estas tuas roupas que estão espalhadas pelo chão do meu quarto... Não quero mais recordações tuas na minha vida, ou melhor, quero que fiques no passado desta.
Amor? Felicidade e sofrimento? Coisas adversas.
O amor é tudo, e faltam-me as palavras...

Ana Figueiredo, 15 de Fevereiro de 2012.

Quando voltarás?


Guardo-me no meu quarto, encurralo-me nesta escuridão que não me deixa respirar.
Eu já não sou a mesma pessoa desde que te foste embora, posso afirmar que sofro a cada minuto da tua ausência.
Só o meu papel me compreende, me percebe e me dá apoio, quando nele esborrato o meu sofrimento com um simples lápis de carvão.
Na cor do lápis de carvão se encontra a minha vida, o céu sobre ela está acinzentado, está uma completa tempestade debaixo dos meus próprios pés.
A minha vida desmorona-se de cada vez que penso da maneira brusca que te foste embora do meu lado, da minha vida que também era a tua… De quando me apoiavas e me metias a sorrir. Sorrir? Isso já não acontece mais, não mais neste quarto, neste rosto.
Levanto-me com muita calma e suaveza, sinto-me fraca, sem vontade sequer de meter uma migalha de pão à boca.
Separo estas cortinas que se encontram corroídas do tempo que aqui estão e o pó levanta-se por todo este refúgio onde me escondo… Abro esta janela de madeira e espreito por entre os arbustros, espreito, espreito e espreito… E não, tu não voltaste para mim como era de costume.
A minha única luz é a da lua cheia, que esta sim, me acompanha por estas noites amarguradas em que nem em mim sei se posso confiar… Tenho sinceramente um certo receio de todas as minhas atitudes quando me encontro só.
Volto a fechar a janela, estas cortinas e sento-me no chão, onde o único barulho que se ouve, são os corroídos que este faz de tão velho que é.
As lágrimas escorrem-me pelo rosto, as minhas pontas do cabelo começam a ficar húmidas.
E eu só consigo ter na minha cabeça uma questão : Quando voltarás?
Volto-me a deitar sobre esta cama de cor meia amarelada e choro até a minha almofada ficar húmida, cheia de lágrimas...
Eu realmente não estou sozinha... Neste refugio estou eu e o meu sofrimento.
Aqui esperarei por ti.

OMar.




É ridículo como o amor nos consegue pregar tantas partidas e nos deixar perdidos.
A boa notícia de tudo isto, é que por vezes também nos traz felicidade.
Não vou começar por dizer « isto começou numa linda tarde de verão » como muitos fazem, vou mesmo começar por dizer « Tu enervavas-me tanto que comecei a gostar de ti »
Digo-te com a minha maior sinceridade e firmeza que não te queria no rumo da minha vida, ambos sabíamos que os nossos caminhos a seguir eram diferentes.
O teu coração estava a atravessar o mar (será que me entendes?)
Posso-te afirmar que as tuas palavras me traziam segurança e ao mesmo tempo o antónimo desta…
Será que tu estavas a perceber o quanto estavas a ser para mim?
As tuas dúvidas sufocavam-me, as tuas ideias, os teus argumentos…. Tu conseguias mudar a tua atitude comigo num minuto. Agora eras muito atencioso, logo a seguir me estavas a dar para trás com o simples argumento de que te querias ir embora (atravessar o tal mar)
Era nessas alturas que te odiava como ninguém. Fugir dos sentimentos? Mas para quê!?
O significado de amor diz tudo menos « podes fugir quando quiseres »
E uma boa música para isto tudo (sei que te lembras) foi aquela que te mandei « Hate that I love you ».
Parece que aquilo te foi entranhando pelos ouvidos que decidiste mudar de atitude comigo.
Também se pode dizer que o primeiro beijo foi como ir dali à lua (uma coisa que não se está à espera é sempre melhor não é?!)
E desde esse dia que tudo mudou nas nossas vidas…
Agora se queres atravessar esse mar, vais ter que o atravessar comigo!
Agora se quiseres chorar, vai ter que ser comigo… Se quiseres desabafar, partilhar, apoiar , tudo aquilo que possamos dizer que é BOM. Desculpa, mas sou uma coisinha bastante peganhosa que já não te consegue largar.
Acho sinceramente que o amor é mesmo assim: Não passar só de nos protegermos um ao outro, de nos apoiarmos, não é só andar por aí a dizer palavras bonitas, É ACIMA DE TUDO DARMOS A OPORTUNIDADE DE DARMOS FELICIDADE UM AO OUTRO.
As coisas foram evoluindo de dia para dia e posso-te garantir que nunca estive tão feliz.
Tu fazes-me bem, e eu preciso de ti, entendes?
Mesmo quando estás longe, sei que me proteges de tudo.
Vá, e agora só mais uma coisinha: Eu te amo delícia da mamãe!

Solução para esquecer.



E achas que tudo valeu a pena? Deixar de falar, será solução para esquecer?
Acredita que parecia ter encontrado um novo caminho contigo.
Estava eu a acreditar que o amor até valia a pena, depois de tanto sofrer, depois de tanto batalhar, depois de tanto choro, de tantas vezes deixar de comer, depois de tantas vezes de dias de má disposição, de não querer viver, depois de tantas vezes me sentir tão fraca, tão só, depois de tantas vezes eu dizer que não queria outro alguém na minha vida...
Quando tu apareceste, parecia uma nova luz na minha vida. E podes acreditar que não acreditei que tu fosses diferente de todos os outros que mandem embora da minha vida.
Pensei somente que ias ser de uma noite, e só de uma noite.
Mas as noites foram-se prolongando, e eu fui-me apaixonando, noite-a-noite, dia-a-dia, mensagem-a-mensagem, fotografia-a-fotografia, gesto-a-gesto, sorriso-a-sorriso, palavra-a-palavra, momento-a-momento, carinho-a-carinho, beijo-a-beijo, discussão-a-discussão (porque todas as discussões que tive contigo era com a finalidade de perceber se eras assim tanto para mim, e sim... Eras.)
Todos os momentos contigo foram únicos, e de momentos não tem mais nada a dizer senão isto mesmo. Amava-os, mesmo. Desde os bares ao teu carro e a tudo o que se passava lá dentro. Era aí que eu tentava perceber tudo. O que se passava contigo, o que sentias, o que te fazia pensar, o que te fazia querer-me.
Acredita que pensava amar-te, amar-te como não amava há muito e muito tempo.
Eu acreditava em ti, em todas as tuas palavras. Quando antes de te ires embora me disseste "amo-te".
Acreditava que podiamos ser felizes, secalhar como nunca o fui. Acreditava que nós iamos mesmo dar, que iamos provar a muitas pessoas que o amor existe. Acreditava que isto nunca fosse acabar assim...
Nunca te vou esquecer, mesmo que seja só por o simples facto de que me fizeste acreditar novamente em amor.
Sei que não fui uma boa pessoa para ti, por todas as inseguranças, ciúmes, palavras (...) Mas era por te amar, por ter medo de te perder, acho que não ia conseguir passar por isso de novo (e estou a passar...).
E sei que tu vais ler isto, sei mesmo... E até podes não me dizer nada, quanto a isto, mas sei que vais pensar no que estou a falar neste texto, porque no fundo, sabes que tudo é verdade.
E como o Pedro Abrunhosa diz: "A porta fechou-se contigo, levaste na noite o meu chão. E agora neste quarto vazio, não sei que outras sombras virão."
Desculpa, ter desistido tão depressa.
‎" I will give to you the love you seek and more. " ♥

question.

"Um coração pode partir-se depois de já ter parado de bater?"